domingo, 12 de dezembro de 2010

Por dentro da Torah

O pai de Sérgio e Maurício faleceu deixando uma herança para ser dividida igualmente entre os dois. Tudo estava sendo dividido direitinho, meio a meio, até que chegaram na belíssima chanukiá de prata que havia passado de geração em geração em sua família. O valor sentimental para ambos era enorme, e então, na impossibilidade de dividí-la, resolveram realizar um sorteio para decidir quem ficaria com ela. Sérgio foi o contemplado, deixando Maurício muito frustrado e chateado por não ter ganho, já que queria muito a chanukiá. Maurício tinha problemas cardíacos e o médico da família ficou com medo de se agravarem. Vendo o estado em que ficou, dirigiu-se à Sérgio dizendo que Maurício não aparentava estar bem e que por ser cardíaco talvez sua vida estivesse em risco. O médico então pediu ao Sérgio para que 'abrisse mão' da chanukiá e a cedesse para seu irmão, óbviamente recebendo o valor monetário dela em troca. Sérgio procurou seu Rabino e perguntou qual a halachá, a lei, numa situação dessas. Será que ele tinha que fazer como o médico pediu? Por outro lado, esta chanukiá era muito importante para ele também! O fato dele ser uma pessoa saudável e seu irmão não, é motivo para fazê-lo abdicar da chanukiá que ele havia ganho licitamente no sorteio? O que fazer?

O pai de Sérgio e Maurício faleceu deixando uma herança para ser dividida igualmente entre os dois. Tudo estava sendo dividido direitinho, meio a meio, até que chegaram na belíssima chanukiá de prata que havia passado de geração em geração em sua família. O valor sentimental para ambos era enorme, e então, na impossibilidade de dividí-la, resolveram realizar um sorteio para decidir quem ficaria com ela. Sérgio foi o contemplado, deixando Maurício muito frustrado e chateado por não ter ganho, já que queria muito a chanukiá. Maurício tinha problemas cardíacos e o médico da família ficou com medo de se agravarem. Vendo o estado em que ficou, dirigiu-se a Sérgio dizendo que Maurício não aparentava estar bem e que por ser cardíaco talvez sua vida estivesse em risco. O médico então pediu ao Sérgio para que 'abrisse mão' da chanukiá e a cedesse para seu irmão, óbviamente recebendo o valor monetário dela em troca. Sérgio procurou seu Rabino e perguntou qual a halachá, a lei, numa situação dessas. Será que ele tinha que fazer como o médico pediu? Por outro lado, esta chanukiá era muito importante para ele também! O fato dele ser uma pessoa saudável e seu irmão não, é motivo para fazê-lo abdicar da chanukiá que ele havia ganho licitamente no sorteio? O que fazer?

A Guemará (Sanhedrin 75a) tráz o caso de um homem que 'perdeu a cabeça' por uma determinada mulher. Ele ficou tão obcecado por ela que acabou adoecendo. Foram perguntar aos médicos e estes disseram que ele só melhoraria se tivesse relações com ela. Os Sábios disseram que era preferível que ele morresse do que ela vir a ter relações com ele. Então propuseram aos Sábios que ela apenas ficasse nua diante dele e eles responderam dizendo que era preferível que ele morresse à ela ter que ficar nua diante dele. Continuaram insistindo, e propuseram que ela apenas conversasse com ele por detrás de uma cerca, apenas um cumprimento, e mais uma vez os Sábios negaram dizendo ser preferível que ele morresse à ela ter que conversar com ele, mesmo por detrás de uma cerca. Dois Rabinos, Rav Iaacov bar Idi e Rav Shmuel bar Nachmani divergem sobre o motivo da proibição dos Sábios – um diz que o motivo é porque ela era uma mulher casada, enquanto que o outro diz que ela era solteira. A Guemará então diz que é entendível tratar-se de uma mulher casada, porém, pergunta a Guemará, qual o problema com uma mulher solteira? Dois Rabinos dão suas opiniões: Rav Pope diz que o motivo é que a família dela ficaria envergonhada com tudo isso, e Rav Arra brei d'Rav Ika diz que o motivo é para que as Bnót Israel, as mulheres Judias, não sejam vulgarizadas. (Até aqui a Guemará)

Certa vez o Rav Shlomo Sobol trouxe o seguinte caso para o Rabino Iosef Chaim Zonenfeld, que era o Rav de Ierushalaim a cerca de 80 anos atrás: Reuven havia adquirido um raro objeto, possuidor de uma beleza incomparável. Shimon, seu amigo, pediu para dar uma olhada no objeto para apreciar sua beleza também. Reuven, por sua vez, não permitiu. Shimon continuava insistindo todos os dias, porém Reuven mantinha sua negação. Shimon, que era uma pessoa que tinha problemas de saúde, ficou muito magoado com o que estava ocorrendo e acabou adoecendo, entrando numa depressão profunda. A família de Shimon procurou Reuven e pediu-lhe para que deixasse Shimon dar apenas uma espiada rápida no objeto, para que assim ele voltasse ao seu estado normal. No entanto, Reuven continuou impassível, sem dar permissão. A pergunta é a seguinte: Será que o Beit Din, o Tribunal Judaico, poderia obrigar Reuven a mostrar o referido objeto para tirar Shimon dessa depressão?
Rav Sobol disse para o Rav Zonenfeld que achava que sim, e explicou que sua resposta era baseada na referida Guemará de Sanhedrin, que diz que os Rabinos proibiram-na de falar com ele devido à vulgaridade envolvida. Porém, se não tivesse nenhum problema de vulgaridade, seria permitido. No entanto, Rav Zonenfeld não concordou com este raciocínio, dizendo que havia uma diferença entre este caso e o da Guemará. Ele disse que havia um outro problema envolvido neste caso – a proibição de "ló tachmód", de não cobiçar.
A pessoa quer apenas olhar, depois vai querer possuir este objeto também, e por aí vai. A Torá proíbe a cobiça; então por causa de um capricho de Shimon, que está indo contra um mandamento da Torá, vamos 'beneficiar o infrator', e obrigar Reuven a mostrar o objeto para ele?

Outro exemplo: Bóris era um oleh chadash da Rússia; ele mudou-se para Israel, e a primeira coisa que sentiu falta foi da carne de porco. Não encontrava em lugar nenhum e tampouco deixavam importar. Na Rússia ele havia comido carne de porco por toda sua vida, no café, almoço e jantar. Como poderia viver sem isso? Já estava intrinsicamente ligado ao seu corpo! Ele argumentou que para ele era perigo de vida, que se não comesse porco acabaria definhando e morreria. Portanto, pediu aos Rabinos para que abrissem uma exceção e consentissem que ele comesse porco.
Apesar de ser uma mitzvá alimentar alguém necessitado, neste caso é totalmente proibido fazer a vontade de Bóris, pois envolve uma proibição da Torá, que é a de não comer carne de porco. Se fosse uma situação em que um fator externo colocasse a vida da pessoa em risco, como por exemplo, estar no meio do deserto, tendo somente carne de porco para comer, então é permitido ela comer, pois é o único recurso existente para salvar sua vida. Porém, neste caso, Bóris pode muito bem acostumar-se a comer outros tipos de carnes que são permitidas pela Torá. É apenas um problema de trabalhar suas emoções e instintos.

Similarmente, no caso anterior em que Shimon ficou doente apenas por Reuven ter lhe recusado a mostrar um objeto, ele é quem tem que trabalhar suas características pessoais para superar sua curiosidade, inveja e cobiça. Transgredir uma lei da Torá apenas para satisfazer seus caprichos, isto jamais.

Portanto, de acordo com todo o exposto acima, vemos que Sérgio não precisa ceder para Maurício a chanukiá que ganhou licitamente no sorteio realizado por ambos.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Sistema sacrificial ainda funciona?

Será que o sistema de sacrifícios da Torah ainda está vigente nos nossos dias?
Ainda podemos fazer sacrifícios ao D’us de Ysrael?
Quais sacrifícios seriam aceitáveis nos nossos dias?

Bom, nós estamos salvos e libertos hoje pelo poder do Sangue do Mashiach Yeshua, justamente pela total validade do Sistema de Sacrifícios da Torah. Porque a Torah diz que sem derramamento de sangue não há perdão de pecados: Yeshua derramou seu sangue e fez kaparah(expiação) de uma vez por todas pelos pecados daqueles que confiarem Nele e o receberem como seu Mashiach. Mas os mais ortodoxos vão dizer que não pode haver expiação de pecados com sangue humano.
Mentira, a própria Torah diz o contrario na Parashah de Pinchas. Onde ele Pinchas ao matar Zimri, filho Salu príncipe dos Shimeonitas e Cozbi princesa medianita filha de Tsur, as palavras do Eterno são bem claras: “Eis que lhe dou a Minha brit Shalom, e será para ele, e para sua descendência depois dele, uma aliança de sacerdócio perpétuo; porque zelou por seu D’us e fez expiação pelos filhos de Ysrael.”
Então não me venham com essa que sangue humano não faz kaparah de pecados.
Mais que o sacrifício feito por Pinchas o sacrifício de Yeshua é muito mais excelente, pois como diz a carta aos Hebreus, ele é fiador de bens muito mais elevados.

Então agora você já sabe, e se não sabia fique sabendo, o perdão pelos seus pecados, veio segundo o sistema dado por D’us a Moshe no Ar Sinai. O sacrifício de Yeshua é eficaz para te salvar e expiar os seus pecados, porque ele foi apresentado a D’us segundo o sistema que D’us criou, não um sistema humano, mas divino.

Nós poderíamos apresentar sacrifícios ao D’us de Ysrael hoje, se Beit HaMikdashi, O Templo estivesse de pé em Jerusalém. D’us não receberia e não receberá nunca mais sacrifícios pelo pecado ou pela culpa do pecado. Pois esses Yeshua os cumpriu de uma vez por todas quando se fez oferta pelos nossos pecados. Porque Ele não apresentou o seu sacrifício num templo feito por mãos humanas, mas no Tabernáculo Celestial, o qual serviu de modelo para a construção do tabernáculo terreno. Ele o apresentou no Tabernáculo Celestial porque seu sacerdócio é superior ao sacerdócio levítico. Visto que é anterior ao sacerdócio levítico, Yeshua é Cohen HaGadol não pela ordem dos filhos de Aaron HaCohen. Yeshua é Cohen HaGadol pela ordem de Malkitsedek, sacerdote de Adonay Elion, o D’us Altíssimo. Se Malkitsedek abençoou Avraham, e é o maior que abençoa o menor, e estando ainda Levi nos lombos de Avraham. E Avrahm o considerou mais elevado pois recebeu dele a benção e ainda lhe entregou o masser (dízimo) dos despojos de guerra.Mais excelente é o sacerdócio de Malkitsedek(Meu Rei é Justo). Os cohanim filhos de Aaron tinham que apresentar sacrifícios pelos próprios pecados antes de sacrificar em prol dos filhos de Ysrael. Yeshua é sem pecado, em tudo foi tentado, mas nunca pecou, só isso o qualifica como muito mais puro cerimonialmente que os filhos de Aaron. Os Cohen HaGadolim morriam desde Aaron, Yeshua está vivo e assentado à destra de HaGdulah Bimromav(A Majestade na Alturas).
Então queridos, sacrifícios pelos pecados ou pela culpa do pecado estão abolidos, ou não serão aceitos por HaShem. Mas os demais sacrifícios e oferendas ao Eterno de Ysrael, os de adoração de ações de graças, de louvor, de santidade e os de consagração todos eles serão aceitos quando o Templo for novamente erguido em Jerusalém serão oferecidos e aceitos por D’us. E os profetas de Ysrael dizem que será assim. E dizem que as nações subiram a Jerusalém de ano a ano para adorar o D'us de Ysrael.

Então: Shanah Habah Mirushalayim!!!
Ano que vem em Jerusalém!!! Melhor ainda se Yeshua já estiver reinando lá.

B'ahavat Yeshua,
Cesar
alves.avner@r7.com

domingo, 17 de outubro de 2010

Monoteísmo ou idolatria?

Nós vemos hoje de uma forma generalizada, uma busca pelo Deus que dá riquezas, que supri de riquezas os seus adoradores. O D’us verdadeiro faz isso?
Sim!
Mas se olharmos de uma maneira mais critica os que receberam de D’us grandes riquezas materiais, não as estavam procurando. Os adoradores sinceros, não buscavam o que D’us pudesse lhes conceder, eles buscavam a presença de D’us, a aprovação de D’us, o amor de D’us, a companhia de D’us.
Um texto que fica sempre ecoando dentro da minha cabeça, e além de ser uma oração que eu faço pelo menos 3 vezes ao dia: é D’varim 6:4 – “Ouve Ysrael o Eterno é nosso D’us, o Eterno é Um. E amarás ao Eterno seu D’us de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu poder.” E Vayikra 19:18 – “ e amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Este texto não fala daquilo que o Eterno vai fazer para gente. Mas o que a gente tem que fazer para Ele. D’varim manda a gente amar o Eterno, sem que ele fizesse nada por nós. Devemos ama-Lo somente porque Ele é nosso D’us. Isso parece simples, mas é justamente o contrário do que se prega por aí. Não há promessa nenhuma, apenas uma ordem ‘amarás o Eterno teu D’us’.
Vamos ama-Lo somente porque Ele é o nosso D’us. Não há menção a comida, bebida, dinheiro, roupas, casas, carros, posição social, nada.
Amamos o Eterno simplesmente por quem Ele é: NOSSO D’US.

Em última análise esse é o princípio do monoteísmo. Adorar a D’us, porque Ele é D’us. Não pelo o que Ele pode ou tem feito. A adoração baseada em resultados é um sinal de ídolo, idolatria.
O ídolo é que é assim, eu o adoro baseado nos benefícios que ele me trás.
O próprio Jesus, hoje em dia é um ídolo, ele está fora das características reais do Mashiach Judeu, foram do contexto judaico, transforma pela graça a igreja no israel de Deus. Tudo isso, fora do contexto, do pensamento, da visão, da filosofia e da terra de Israel. E isso o transformou em um ídolo. Um ídolo pagão. O que faz em última instância a observação do cristianismo ocidental como uma religião pagã.
É só observar o panteão de deuses (santos) católicos cristãos. A eles são atribuído poderes específicos como aos deuses pagãos do panteão greco-romano.
Santos da cura, da visão, das causas impossíveis, dos endividados e daí por diante...

Pode até parecer chocante, mas até os cristãos protestantes e evangélicos, se analisados sob a ótica monoteísta, que é: “Adoro à D’us, porque Ele é D’us e fora Dele não há outro que seja D’us. Ele é Todo-poderoso, criador de todas as coisas e de todos que existem.”
Os crentes protestantes e evangélicos, nem eles dentro da cristandade, são capazes de passar na prova do monoteísmo. Caem numa prova simples porque ainda estão presos à teologia romana idolatra. É só entrevista-los: eles acreditam na trindade católica. O que não tem apoio na teologia bíblica. É uma teologia criada pela igreja católica. Ela é conflitante com a afirmação da Torah de que A-do-nay é UM. Se D’us é UM, não pode ser três. Se Yeshua é o próprio A-do-nay, porque Ele diz não saber a data do seu retorno?
Ele se esqueceu? Se se esqueceu não é D’us.
Ele está mentindo? Se está mentindo não pode ser D’us nem mesmo Mashiach.
Nem uma das opções acima. Ele não respondeu por que Ele simplesmente não sabe. Porque só o próprio A-do-nay é quem sabe destes tempos e datas.
Se Yeshua é D’us, então há mais de um D’us. Então a Bíblia entra em conflito consigo mesma. Pois ela afirma que D’us é UM.

Como explicamos isso?
Yeshua é Divino, mas não é D’us, Ele é HaMashiach. E Ele dá prova disso em Apocalipse 3:12, Ele diz que àquele que vencer Ele fará coluna do Templo do D’us Dele. Vê, se Yeshua tem um D’us, Ele mesmo não é D’us.

O que os cristãos nunca entenderam é que Yeshua representa o próprio A-do-nay, sem sê-Lo. Ele é a manifestação da Shechinah, do peso da presença do D’us Vivo.
Yeshua é a materialização da presença e da Glória do D’us Todo-Poderoso. O homem foi criado segundo a imagem, conforme a semelhança de Yeshua, O Filho de D’us. Porque o homem não poderia ser criado à imagem e conforme a semelhança de D’us, porque D’us é espírito. E o espírito é amórfico, sem forma. Mas o Filho de D’us, este tem forma, imagem e configuração. Foi a Ele que Yaakov viu, quando lutou com Ele. E depois testemunhou. “Vi a D’us face a face e minha alma foi salva.”
Ora, nos sabemos que o único que revela a face de D’us ao homem e lhe salva a alma é o Mashiach Yeshua. Sendo assim, Yaakov lutou com o Mashiach Yeshua, viu a D’us, teve sua vida transformada, sua alma salva e seu nome mudado para Ysrael.

Quando o cristianismo não reconhece este princípio da representação, ele tira o Mashiach do contexto bíblico e o trasnforma em algo que não é bíblico e nem tem conexão com o D’us de Ysrael. E isso o transforma em um ídolo. Eu não sou mudado, eu adapto o ídolo a mim. De acordo com os meus interesses e espectativas.

O que aconteceu com Yaakov é um encontro do adorador monoteísta. Ele foi tocado, isso marcou sua vida e sua carne. Ele foi tocado em seu espírito a ponto de ter seu nome mudado. O encontro mudou sua essência, sua reputação. Mudou sua unção.

Com o Messias da trindade, não há encontro, não há transformação. Não existe mudança. Porque ele não faz mudar. Ele se adapta ao que o adora. Ele vai sempre estar da maneira que você quer que ele esteja.
Ele nunca vai te tocar e marcar a sua carne com o encontro que trás a manifestação do D’us Vivo. O Messias da trindade não vai trocar seu nome. Ele mesmo é quem teve seu nome trocado para se adaptar melhor à você.
Yeshua, é um nome que incomoda. É um nome judeu.
E quem são os judeus?
Um povo desprezado o oriente médio. Desterrados pelo império Romano. É um absurdo o salvador da humanidade pertencer a um povo tão desprezível como esse.

Então resolveram esse problema, mudaram seu nome para Jesus, e o ligaram a Roma, ao Império que dominou o mundo. Algo de mais respeito e melhor reputação.
Novamente caímos no problema do ídolo.
Transformamos a verdade que é algo absoluto, em algo relativo, e adaptável as minhas necessidades e conveniências.

Esse, o Mashiach judeu, incomodava. Nós o transformamos em cristo romano. Ele continua salvando a humanidade, mas não tem ligação com aquele pequeno e pobre povo do deserto da judéia, ou melhor Palestina. Temos que apagar todos os rastros.
Assim a salvação universal fica mais palpável, mais fácil de ser vendida. Vai precisar de menos explicações, pois está adaptada. E não obriga ninguém a ser adaptar à Verdade Bíblica.

Mas como conviver com os textos bíblicos e as adaptações idolotaras?
Fácil!!
É só espiritualizar os textos e retirar deles a sua literalidade, veracidade e historicidade. Eles simplesmente se tornaram lendas santas.

E quando você tira a autoridade da Palavra não existe mais uma ética interpretativa. Pois os textos estão espiritualizados. O que gerou uma série de doutrinas e criaram tantas denominações cristãs.

É por isso que hoje, nós trabalhamos e pregamos o retorno às bases morais e éticas. Um retorno á filosofia bíblica. Sabe qual é essa filosofia?
É a filosofia daquele pequeno povo do deserto da judéia, aquele povo que D’us escolheu para entregar a sua Torah, a sua Palavra, as revelações dos seus Profetas. O povo com o qual ele fez as Alianças, o povo através do qual ele trouxe a este mundo Yeshua, nosso Salvador.

Nós temos que viver as coisas como elas são. Temos que acabar com essa ignorância de separar a Palavra de D’us em Antigo e Novo. Isso não existe. Isso é mais uma criação da idolatria, para fazer você não se adaptar ao D’us de Ysrael e deixar para o esquecimento, porque o que é Antigo.
Todo o alicerce da Bíblia e da sua confiança em D’us estão lá no dito Antigo Testamento. Uma casa sem alicerce acaba caindo. E é isso que eles esperam da sua confiança do D’us Vivo.

Onde você descobre que a vinda de Yeshua é uma promessa de D’us. Só nos Profetas, mas se eles estão no antigo testamento. Nós devemos dar uma importância maior. Temos que eliminar essas marcações do sistema idolatra e voltar para a pureza da Palavra.

Na filosofia judaica não há nada de separação de antigo e novo na Palavra. A Palavra é separada em Tanach, abreviação de Torah, Neevim e Ketuvim e temos a Brit HaDasha a Nova Aliança.
Na filosofia bíblica tudo tem a mesma validade, só foram apresentadas cronologicamente em época diferentes.
Mas todas são uma coisa só a Palavra de D’us. E ela é toda valida. A Palavra de D’us não perde a validade, ela é uma forma da eternidade tocar a historia do homem.

Por isso te convoco, faça um exame de si mesmo. E firme a sua vida no monoteísmo bíblico, vivendo um relacionamento com o D’us de Ysrael. E não usando do D’us de Ysrael para seus propósitos. Se adapte ao monoteísmo bíblico. Para que você não seja achado entre os idolatras.
Os idolatras não herdarão do reino de D’us.
O maravilhoso é permanecer crente no D’us Único, monoteísta. Crente no D’us de Ysrael.
Muitas vezes também as pessoas se voltam para a idolatria é porque o monoteísmo exige exercício mental e coragem.
Seja então inteligente e corajoso. Seja monoteísta. Seja crente no D’us Único de Ysrael.

Shalom aleichem!!

César
alves.avner@r7.com

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quem ensina e quem educa? O que a Torah fala sobre isso?

A estrutura do povo hebreu é até nos dias de hoje, ainda, uma estrutura tribal, baseada na família. Sendo assim, ela dá, e sempre deu muita importância aos pais, aos mais velhos, aos que vieram antes de nós.
Meu povo existe até hoje, porque Avraham educou Ytzchaaq, Ytzchaaq educou Yaakov, Yaakov educou os doze patriarcas das tribos e eles assim por diante, seguiram educando seus filhos.
Dvarim(Dt) 6:6-7 – “E estarão estas palavras que eu te ordeno hoje, no teu coração, e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”.
As palavras de D’us, as Suas alianças conosco, de onde viemos, para onde D’us está nos levando. Tudo isso é obrigação da família, dos pais de passarem para as gerações seguintes. Quantas pessoas sofrem hoje em dia por não terem um passado palpável, conhecido. Você tem contado a história da sua família para seus filhos?

Por que deve ser a família e não a escola que ensina estes valores?
Porque juntos com estes valores a família ainda passa, moral e ética. Coisas que a escola não consegue passar. Moral e ética a escola só consegue aplicar. Para se ensinar moral e ética, é preciso exemplo e reputação.
Exemplo e reputação na escola são valores relativos, mas na família estes valores são absolutos.
Ninguém discute a autoridade dos pais. Ou a moral deles ou a sua ética. Porque elas são conhecidas e é deles que vem toda a família.

É a família que pode formar um advogado com ética, moral e amor ao próximo (civismo). A faculdade só tem capacidade de formar o advogado. O profissional em si, pronto para o exercício da profissão. Mas o que fará dele um profissional integro, honesto e que produz para a sociedade e para o bem comum, não é a instrução que ele recebeu na faculdade, mas a educação que ele recebeu em casa, na sua família.

Em época de eleição, nós vemos os políticos discutindo sobre educação, e reforma da educação e melhoria da educação. Quando vejo isso, digo: Que perda de tempo! Deveriam estar discutindo aquilo que eles podem promover, que é a instrução, a melhoria da instrução, a reforma da instrução. Governo ou instituição nenhuma a não ser a família é capaz de desenvolver educação. Ela foi capacitada por D’us para tal.
O que ocorre hoje, é que para comodismo dos pais modernos. Estão tentando transferir a tarefa da família para a escola. E os noticiários provam que isto não funciona e não tem como dar certo.
A escola não é capaz de proibir um garoto de andar armado. Ela não sabe ensinar a ele que com essa atitude ele põe sua vida e a dos outros em risco. Só a família é capaz de promover essa mudança de comportamento. Porque os valores da família são absolutos os da escola são relativos.

Por isso eu oro a D’us e escrevo este texto, para tentar como família de D’us influenciar meus irmãos a educarem seus filhos e serem filhos de D’us responsáveis. Responsáveis com o tempo em que vivemos e com o Reino de D’us que começa em nós. Mt 5:14 “Vós sois a luz do mundo, não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;”. Se nós não iluminarmos as coisas, as situações e as pessoas ao nosso redor não estamos cumprindo a Palavra de D’us. Cabe à cada um de nós como Corpo do Mashiach mostrar e apontar os erros, e também mostrar e apontar a soluções. Pois, nós as temos. A Palavra de D’us é capaz de tratar toda e qualquer área das nossas vidas. Basta termos coragem e confiança em D’us para podermos mudar. E inculcar na próxima geração os valores de D’us, quando estivermos em nossa casa, quando estivermos andando pelo nosso caminho, quando formos deitar e quando nos levantarmos. Que a Torah da bondade esteja sempre em nossos lábios.

Que o Eterno nos abençoe e nos ajude a educar os nossos filhos segundo a Palavra e a Vontade Dele, em nome de Yeshua HaMashiach!!

Shalom aleichem!!

César
alves.avner@r7.com

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sucot

Vaiykra 23:33-35 – “E falou o Eterno a Moisés, dizendo:
- Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos Sucot ao Eterno por sete dias.
- Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.”

Este é texto da Torah que ordena A Festa, a Festa de Sucot (Tabernáculos). Ela é chamada de A Festa, porque das três grandes peregrinações à Yerushalem é a única que ainda não se cumpriu totalmente. Nela nós comemoramos D’us habitando entre nós. Ele habitou conosco no deserto por quarenta anos, habitou conosco através de Seu Filho Yeshua por um período. Mas Sucot não fala de períodos, fala de D’us habitando definitivamente conosco. Ela fala do Milênio, fala do Reino de D’us, do Governo de Yeshua HaMashiach, Melech Ysrael.

Este ano queria lembrar de um aspecto da Parasha que estudamos durante a Festa de Sucot, Shemot 33:12, o diálogo de Moshe Rabeinu com o Eterno. Quando ele pede a Hashem para conhecer o Caminho de HaShem.
Shemot 33:12-16(Ki Tissá) “ E disse Moshe ao Eterno: Olha, Tu me dizes: “Faz subir este povo”; e Tu não me fizeste saber a quem hás de enviar comigo, e Tu disseste: “Te conheci por teu grande nome, e também achaste graça aos Meus olhos.” E agora, rogo, se achei graça aos Teus olhos, faze-me, rogo, conhecer Teu Caminho, e saberei de Ti a recompensa dos que acham graça a Teus olhos, e considera que é Teu povo esta nação. E disse: “Minhas faces andarão convosco e Eu te darei descanso.” E disse-Lhe: Se Tuas faces não forem conosco, não nos faças subir daqui. E como se há de saber que achamos graças aos Teus olhos, eu e Teu povo? Certamente é andando Tu conosco! E assim seremos distinguidos, eu e Teu povo, de todos os povos que se acham sobre a superfície da terra.”

Não te parece estranho que Moshe Rabeinu, o homem através do qual HaShem libertou nosso povo de Mitzraim, o homem através do qual as pragas e os prodígios de HaShem foram realizados, o homem através do qual o Yam Suf (Mar Vermelho) foi aberto, o homem que recebeu a Torah de D’us, o homem com o qual HaShem falava face a face, como quem fala com o seu companheiro. No te parece estranho que este homem pedir para conhecer o Caminho de HaShem? Este homem extremamente usado por HaShem não conhecia o Caminho de HaShem?

Quando se estuda o texto em hebraico notasse que Moshe Rabeinu não pede para conhecer algo, ele pede para conhecer alguém. Ele pede para conhecer HaDerecher HaShem. O Caminho de D’us. E olhando a Palavra de D’us, notamos que os homens que têm a revelação do D’us Único e Vivo, clamam pelo Caminho de HaShem. HaShem disse a Avraham: “Anda no Meu Caminho e sê perfeito!”

David HaMelech disse: “Cantarei a bondade e a justiça; a Ti, Eterno, cantarei. Atentarei sabiamente ao Caminho (Derech) da perfeição. Oh! Quando virás ter comigo? Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero.” Tehillim 101:1-2.
“Pois tenho guardado o Caminho do Eterno e não me apartei perversamente do meu D’us.” Tehillim 18:21

“O Caminho de D’us é perfeito; a Palavra do Eterno é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.” Tehillim 18:30.

Quando Yeshua diz: Ani HaDerech, HaEmet veHaChaim! “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!.” Todos se lembraram da busca dos homens de D’us pela revelação do Derech Adonay, do Caminho de D’us. Eis a revelação do mistério, Moshe Rabeinu, não queria conhecer algo, queria conhecer alguém, queriam conhecer alguém chamado HaDerech, O Caminho. Porque só o Caminho leva à plenitude do conhecimento de Quem é Adonay. Só quem está no Caminho pode chegar diante de HaShem. E viver para contar que esteve lá. Ysrael lutou com este Caminho . A prova esta em Bereshit 32:31 “ E chamou Yaakov o nome do lugar, Peniel (rosto de D’us) porque vi D’us face a face, e foi salva a minha alma.” Quem revela a face de D’us e salva a alma do homem. Só HaMashiach, HaDerech Adonay. Ysrael também viu o Caminho de D’us e teve sua vida e até seu nome mudado para Ysrael. Tamanho o poder transformador de tal encontro.

Que neste começo de ano judaico nós possamos mudar nossas vidas, entrando de verdade no Caminho de HaShem. O Caminho é perfeito, ele é escudo para os que Nele se refugiam. Não adianta ser usado por D’us, isso nós vimos, um dos homens mais usados por D’us, não considerou isso suficiente. Ele quis mais, ele quis o Caminho de D’us.
Não perca o seu tempo, se você pedir o Eterno é poderoso para te revelar o Caminho que te levará até Ele.

Que possamos estar e seguir vivendo no Caminho de HaShem, até que Sucot seja uma realidade em nossas vidas. Até que HaMashiach volte para reinar sobre Ysrael e sobre o mundo. E haja shalom em toda a Terra. E possamos subir com todas as nações de ano a ano a Yerushalem para adorar Yeshua e HaShem.

Shalom aleichem!!

Cesar
alves.avner@r7.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Yeshua o judeu

Mattityahu 21: 12-17 –“ Yeshua entrou na área do Templo e expulsou todos os que realizavam negócios ali, tanto os mercadores quanto seus fregueses. Derrubou as messas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e lhes disse: “Está escrito: ‘Minha Casa será chamada Casa de oração’. Entretanto, vocês fazem dela um antro de ladrões”. Cegos e aleijados aproximaram-se dele no Templo, e ele os curou. Mas, quando os principais Kohanim e os mestres da Torah viram as coisas maravilhosas que Yeshua fazia e as crianças gritando no Templo: “Por favor, liberte-nos!” ao Filho de David, ficaram furiosos. Eles lhe disseram: “Você está ouvindo o que elas dizem?”. Yeshua responsdeu: “Claro! Será que vocês nunca leram: ‘Dos lábios das crianças e dos bebezinhos preparaste para ti mesmo louvor’?”.
E, com isso, ele os deixou e saiu da cidade para Beit-Anyah, onde passou a noite.”

[No 1º sublinhado Yeshua cita Yesha’yahu (Is) 56.7, no 2º Yirmeyahu (Jr) 7.11, no 3º Tehillim (Sl) 118.25, no 4º Tehillim (Sl) 8.3(2)]


O cristianismo por séculos tem tentado desvincular Yeshua (Jesus), do seu povo, dos seus costumes e da sua vivência cultural. Não tem como negar diante de um texto como este e outros tantos nos Evangelhos que mostram o Judeu Yeshua (Jesus). Já começaram desjudaizando-lhe pelo nome, que não tem significado em língua nenhuma. Já Yeshua tem significa, significa D’us Salva. Quando o anjo de D’us diz por qual nome ele deveria ser chamado em hebraico a frase faz todo sentido: Ki shemo atah Yeshua, ki yeshuah mi ratah et al amo! Pois seu nome será Yeshua (D’us Salva), porque salvará(ou libertará- também é tradução possível) seu povo do pecado!.

Mas aqui neste texto vemos o judeu Yeshua, fariseu zeloso, limpando a área do Templo dos vendedores e cambistas. Fazendo o que era certo. Ali, não era lugar para este tipo de atividade, o Beit HaMikidash era uma casa construída única e exclusivamente para a adoração ao D’us de Ysrael, Bendito Seja Seu Nome Eternamente. Para nenhuma outro propósito.
A atitude de Yeshua mostra o quão zeloso ele era em relação ao Templo, e o grau de importância que ele dava ao Templo.

E os acontecimentos que se seguem mostram que ele não eram o único que estava incomodado com o que estava acontecendo dentro da área do Templo. As crianças começaram a gritar Hoshianah!! Ben David Hoshianah!! Salva-nos por favor Filho de David, liberta-nos por favor!!! Um hino de louvor que deveria ser entoado para uma única pessoa, ele o Mashiach (Messias) o Ungido de D’us. Por isso os kohanim e os mestres da Torah tentam lhe repreender. E é ele quem os repreende: Vocês nunca leram o Tehillim 8, é isso que está escrito lá que está acontecendo aqui.
Temos que visualizar a cena, um profeta judeu fariseu zeloso, dentro do Templo de Jerusalém, operando milagres e curas, sendo repreendido por isso pela liderança religiosa judaica, e que repreende de volta citando as escrituras judaicas.
Será que é preciso algo mais judaico ainda do que isso, se é que é possível, para lembrar ao mundo que Yeshua (Jesus) é um judeu, fariseu, zeloso da Torah, e que guardava as boas tradições de seu povo.

Mas aí você se pergunta onde eu quero chegar com isso?
Quero chegar no ponto onde a verdadeira compreensão do Evangelho chegue aos corações daqueles que se dizem seguidores de Jesus (Yeshua). Só para termos um outro exemplo simples: quando Yeshua diz que os olhos são as janelas da alma, e se teu olho for bom todo o teu corpo será luminoso, mas se teu olho for mal teu corpo será tenebroso. Ele está usando uma linguagem bem judaica, se teu por bom – se não fores avarento- teu corpo será iluminado, mas se teu olho por mal – se fores avarento – o teu corpo será tenebroso. Ai isso bate com a frase “O amor ao dinheiro é o principio de muitos males”.

Não seja de olho mal e olhe com olho bom para os tesouros judaicos ocultos pelos enganos de tradução nas Bíblias e busque a verdade e ela com certeza vai te libertar. Isso é promessa e se cumpre nos corações que realmente se arrependeram.

O Caminho não é para Roma, nem para Trento, nem para Nicéia o Caminho que Yeshua ensinava aponta para Jerusalém. Afinal Yeshua HaMashiach volta é para lá. Para a terra do judeus. Volte seus olhos para o lugar onde o seu Rei vai estar, aprenda a se voltar para Jerusalém. Isso trará bênçãos e não maldições para sua vida. Em Nome de Yeshua eu te digo isso.

Shalom aleichem!!!
(A Paz de D’us seja sobre você!!!)

Cesar
alves.avner@r7.com

sábado, 21 de agosto de 2010

O que está no teu coração?

Salmo 40“1- ESPEREI com paciência no Eterno, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.” O segredo de recebermos do Eterno nosso D’us, é esperar com paciência, como diz o salmista. A nossa ansiedade não move o coração de D’us. Com calma e paciência, no tempo to Eterno, Ele irá fazer o melhor para nós.
“2- Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” Neste versículo já vemos o agir de D’us. Ele esperou com paciência no Eterno, e foi tirado de um lago horrível, de um charco de lodo. No meu entendimento ele alcançou salvação de D’us. Quem está num lago horrível e num charco de lodo é quem está perdido numa vida de pecado.
“3- E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso D’us; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Eterno.” Notasse que ele foi salvo, só o salvo recebe um cântico novo e um hino de louvor a D’us, ao nosso D’us. E muitos então confiarão e verão o poder do Eterno nosso D’us.
“4- Bem-aventurado o homem que põe no Eterno a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.” Bem-aventura, ou seja, salvo é que põe sua confiança. Note bem, sua confiança não sua fé, no Eterno, e não respeita os soberbos nem os que se deviam para a mentira. Os soberbos, os que confiam em si mesmos não merecem nosso respeito, assim diz a Palavra, e muito menos os que se desviam para a mentira. Ou seja, fogem da verdade. Nesta época de eleição é muito sério pensar nestes dois parâmetros para fazer uma boa escolha.
“5- Muitas são, Eterno meu D’us, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.” Aqui o salmista reconhece a maravilha do Eterno nosso D’us das obras que Ele opera e das que Ele tem operado, e da profundidade e do números dos pensamentos de D’us, que nem diante do próprio D’us podem ser contados. E da incapacidade do homem de os contar e os compreender.
“6- Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.” Sacrifício e oferta não quiseste, D’us deles não tem necessidade, os meus ouvidos abriste, mas de abrir nosso entendimento. E não tem intenção de nos cobrar pelos favores que nos faz.
“7- Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.” E nos mostra que no rolo do seu livro está escrito sobre nós.
“8- Deleito-me em fazer a tua vontade, ó D’us meu; sim, a tua Torah está dentro do meu coração.” O verdadeiro filho de D’us se deleita, ou seja, tem prazer em fazer a vontade de D’us. E que a sua Torah (sua Instrução) está dentro do coração daquele que é filho de D’us, daquele que nasceu de novo, não do sangue, ou da vontade da carne, mas do Espírito.
“9- Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, Eterno, tu o sabes.” O fato da Torah, a Instrução de D’us estar no seu coração, não permite que você se cale, ela foi colocada lá para ser proclamada ao mundo. E A-do-nay espera isso de nós, seus filhos.
“10- Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.” Não se pode esconder, nem se deseja esconder a justiça de D’us, a grande justiça feita à nós, dentro de nós mesmos, se você tem sede de falar de D’us, das maravilhas de D’us. Das coisas maravilhosas que D’us tem feito por você isso é mais que natural, é desejável. A nossa grande comissão é apregoar as obras maravilhosas que o Eterno D’us de Ysrael tem feito em nossas vidas.
“11- Não retires de mim, Eterno, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.” Não retire de mim, ou seja, não permitas que eu caia, ou decaia da Tua Graça, que eu deixe de ser merecedor da sua Chessed (Misericórdia). Me proteja e guarde com a Tua bondade e com a tua Verdade. A Tua Bondade não permitirá que o mal me atinja. E a Tua Verdade me livrará das ciladas do inimigo das nossas almas.
“12- Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração.” Porque o homem sem ti ó D’us Todo-Poderoso não pode subsistir. Os nossos pecados sem o Teu perdão vão nos sufocando e nos destruindo até nos matar.
“13- Digna-te, Eterno, livrar-me: Eterno, apressa-te em meu auxílio.” Por isso te invocamos o Eterno D’us, salva-nos nos Te pedimos, vem em nosso auxilio. Porque se Tu ó Eterno não nos salvar que o poderá fazer?
“14- Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.” Porque busquei Teu socorro me livre do mal e dos que querem meu mal. É assim que o Eterno faz com aqueles que O buscam.
“15- Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!”
“16- Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o Eterno.” Sejam alegres e felizes os que buscaram o Eterno e os que receberam Dele salvação. O louvor esteja constantemente nos seus lábios.
“17- Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Eterno cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu D’us.” Mesmo com o que foi dito, ainda assim, temos que nos considerar como pobres e necessitas, pois como disse Yeshua: “ Qual de vós pode acrescentar um minute à própria vida? Ou um fio de cabelo à própria cabeça?” Somos carentes e necessitados constantemente, diariamente, cotidianamente dependentes do auxilio do Eterno nosso D’us. Creiamos Nele ou não.
Da mesma maneira que ele manteve o povo de Ysrael no deserto por 40 anos, Ele ainda nos mantêm a cada dia, cada um dos dias das nossas vidas.

O que vai depender é de como vivemos, com a Torat A-do-nay no coração, o compromisso Dele conosco aumenta, sem a Torat A-do-nay no coração, aí de nós.

Shalom aleichem!!!
Alves.aviner@r7.com

sábado, 14 de agosto de 2010

Buscai o Reino de D'us

Mattityahu 6:31-34 – “Portanto não fiquem ansiosos, perguntando: ‘O que comeremos?’, ‘O que beberemos?’ ou ‘Como seremos vestidos?’. Porque são os pagãos que colocam seu coração em todas estas coisas. Seu Pai Celestial sabe que vocês precisam de todas elas. Entretanto, busquem em primeiro lugar seu Reino e sua Justiça, e todas essas coisas também lhes serão dadas. Não se preocupem com o amanhã – a amanhã se preocupará consigo mesmo! O dia de hoje já possui problemas suficientes!”

Nós muitas vezes ficamos preocupados com os nossos assuntos do dia a dia. E nos esquecemos de colocá-los nas mãos Daquele que pode muito mais que resolvê-los, transformar aqueles que viriam a ser maldição em benção.

Nós nos preocupamos com todo tipo de assunto, mas esquecemos de buscar em primeiro lugar Aquele que é capaz de mudar a nossa história.

Buscamos todas as soluções, e deixamos de buscar a D’us por último, quando já não temos mais nenhuma alternativa.

E Yeshua nos ensina o oposto, “Busquem em primeiro lugar seu Reino e sua Justiça, e todas essas coisas também lhes serão dadas.”.
Nós buscamos tudo, buscamos curas, libertações, buscamos transformações, mas esquecemos de buscar o mais simples e singelo o Reino de D’us e sua Justiça. O Rav Shaul ensina que o Reino de D’us é: “porque o Reino de D’us não é comer nem beber, mas justiça, shalom e alegria no Ruach HaKdesh.” Rm 14:17. Se o Reino de D’us é isso tudo de bom porque as pessoas não o buscam.
Puro esquecimento, puro imediatismo, e na minha humilde opinião falta de confiança em D’us. Falta de confiança de que D’us é capaz de realizar.

Eu passei um período na minha vida em que tudo falhou, nada nem ninguém podia me socorrer, ai eu tomei uma decisão drástica, orei a D’us. E Ele se tornou para tudo aquilo de que eu precisava. Mais que comer e beber Ele se tornou para justiça.
Justiça em hebraico é tsedek – e significa – colocar as coisas nos seus devidos lugares.
E D’us foi se tornando justiça na minha e colocou cada uma das áreas da minha vida nos seus devidos lugares. E eu provei da justiça de D’us, do shalom de D’us e da alegria no Ruach HaKodesh.

Busquei o Reino de D’us e a sua Justiça e todas outras coisa me foram dadas.
Por isso, hoje eu posso te ensinar, busque também o Reino de D’us e a sua Justiça, porque o Eterno tem alegria em te conceder toda a justiça Dele e te dar shalom e alegria no Ruach HaKodesh.

Busquemos como Yeshua ensinou O Reino de D’us e sua Justiça, as outras coisas nos serão acrescentadas. Dt 28:1 “E SERÁ que, se ouvires a voz do Eterno teu D’us, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Eterno teu D’us te exaltará sobre todas as nações da terra.
E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Eterno teu D’us;” Viu desde a Torah o Eterno nos ensina a buscá-lo e obedecê-lo em primeiro lugar.

Busquemos o D’us da nossa salvação.

Shalom aleichem

César
alves.avner@r7.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Buscando o Reino de D'us

(Salmos 32:1-2) – “BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o Eterno não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.”.

Hoje em dia tenho visto no seio da Igreja algo que me tem preocupado. Algo que não tem a ver com a tradição da Igreja. Um costume que não é de acordo com o chamado e a história da Igreja.

A Igreja do Messias desde o seu principio sempre lutou contra o pecado e a disseminação das praticas que distanciam o ser humano da verdade de D’us, a verdade Bíblica.

Não se fala mais em arrependimento de pecado, não se fala mais em vida santa com D’us, não se fala mais em Reino de D’us.
Yochanan HaMatbil começou seu ministério dizendo: “Arrependei-vos (Teshuva – voltem-se para D’us), pois é chegado o Reino dos Céus.” Mt 3.2
E ele dizia também: “Produzi, pois, frutos dignos de (teshuva) arrependimento.” Mt 3.8.
Yeshua começa a pregar: “Arrependei-vos (teshuva – voltem-se de seus pecados para D’us) pois é chegado o Reino dos Céus.”

A história dos discípulos de Yeshua começa com o arrependimento de pecados. Porque como disse David HaMelech, o homem cuja transgressão é perdoada e cujo pecado é coberto, esse é bem-aventurado, ou seja, feliz, salvo.
É feliz, é salvo o homem a quem o Eterno não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

E as pessoas continuam buscando de D’us as coisas materiais, vão diante de D’us e buscam em D’us saciar a própria carne. Mas Yeshua ensinou: “Buscai primeiro o Reino de D’us, e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas”.Mt 6.33
O Reino de D’us nós sabemos que é: “Porque o Reino de D’us não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Ruach HaKodesh.” Rm 14.17
Então porque as pessoas estão buscando em D’us riquezas? Não que D’us não as possa dar. Mas temos que lembrar que Yeshua não derramou seu sangue na estaca de execução para nos tornar ricos, Ele derramou seu sangue para que fossemos livres do pecado.
Percebeu a distancia entre a obra de Yeshua e a busca por prosperidade econômica?

Não é esse o caminho que Ele nos ensinou, devemos em primeiro lugar buscar o Reino de D’us, e então as outras coisas nos serão acrescentadas. As riquezas? Só D’us sabe, e só Ele é capaz de conhecer o coração do homem, e saber se ele pode ou não receber de D’us as riquezas desse mundo.
Mas eu sei que as riquezas do mundo vindouro o Haba Olam, essas Ele não nos negará. E são elas que não podem nos ser tiradas, são elas que a traça não corroí, que não podem ser roubadas de nós, são essas riquezas que os ladrões não podem roubar.

Temos que aprender a confiar no Eterno Nosso D’us, Ele sustentou o povo de Ysrael no deserto. Não iria Ele também nos sustentar hoje? Não estou falando para ET’s, estou me dirigindo à seres humanos. É claro que necessitamos das coisas materiais, estamos nesse mundo. Mas não podemos nos prender a elas, porque estamos nesse mundo, mas não somos mais desse mundo.
E quando limitamos o poder de D’us em apenas saciar as nossas necessidades materiais incorremos no pecado de idolatria. Porque a presença de D’us em nossas vidas é muito mais que comida e bebida e bens materiais. A presença Dele deve ser para nós um sinal e uma realidade de justiça, paz e alegria no Ruach HaKodesh.

As pessoas buscam bens materiais por não saber o verdadeiro significado de justiça na Bíblia. Tsedek = justiça, significa as coisas em seus devidos lugares. Se buscarmos a justiça de D’us nas nossas vidas, tudo que está em desordem será colocado no devido lugar. Se temos fome seremos saciados, se não temos casa, receberemos moradia de D’us, por exemplo. Sendo assim acharemos o shalom, a paz de D’us em nossas vidas, para podermos aproveitar todas as alegrias que o Ruach HaKodesh tem para nos dar.

Vamos parar de olhar para o nosso próprio umbigo, e olhar para o alto e buscar as coisas que vêm do alto. Assim nos estaremos vivendo por antecipação o Reino de D’us em nossas vidas.
Que o Eterno nos abençoe e nos ajude a andar em novidade de vida.

Shalom aleichem!!!

César
cesar.baruch@oi.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As franjas Nm 15.37-39

Bamidbar (Num) 15.37-39 “E falou o Eterno a Moshe dizendo: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que façam para eles franjas sobre as bordas de suas vestes, pelas suas gerações; e porão sobre as franjas da borda um cordão azul celeste. E será para vós como franjas, e as vereis e lembrareis todos os mandamentos do Eterno, e os fareis; e não errareis indo atrás de vosso coração e atrás de vossos olhos, atrás dos quais vós andais errando.”

Esta é a mitzvah dos Tsitsit, e o Talit. Que são usados pelo nosso povo desde os dias de Moshe Rabeinu.
Mas o interessante como esta simples mitzvah, nos lembra da nossa conversão e nos mostra como devemos andar nos Caminhos do Eterno.

O tsitsit é composta por 8 franjas, e o número 8 significa recomeço. Cada franja representa um dos órgãos que nos levam a pecar: a mente, os olhos, o nariz, os ouvidos, a boca, as mãos, os pés e os órgãos sexuais. Nestas 8 franjas são dados 5 nós fazendo referência aos 5 livros da Torah. Ou seja, aqueles meios pelos quais nós chegamos ao pecado estão amarrados pela Torah (Instrução Divina). Vê como são as coisas de D’us a Torah não te salva, mas te impede de continuar pecando. Ou seja, ela existe para nos santificar para D’us.

Os 5 nós além de, amarrar os instrumentos que nos levam a pecar, nos lembram da nossa conversão, do novo nascimento em Yeshua HaMashiach.
Como assim?
Pelos nomes dos livros da Torah em Hebraico: Bereshit, Shemot, Vayikrah, Bamidbar e Devarim.
Bereshit (No principio), D’us se revelou a nós, e nos deu Shemot (Nomes) Shemot 4.22 “Veamartah al-Par’oh: Ko amar A-do-nay: “Beny bekory Ysrael!” – (“E dirás ao Faraó: Assim diz A-do-nay: Meu filho e meu primogênito é Israel!”), nos chamou de Beny – seu filho, e bekory- seu primogênito, todos aqueles que são de Israel e se revestiram do filho de D’us Yeshua, e Vaykrah(Ele chama), nos chamou para perto de Si, Bamidbar(No deserto), nos levou ao deserto – midbar – que pode ser quebrado em makon (lugar) dvar(palavra)- lugar da palavra, no deserto o Eterno nos ensina a Sua Palavra, nos ensina o caráter de Seu Filho, Cl 1.13- “O qual nos tirou da potestade das trevas, para o reino do Filho do Seu Amor”. E por fim Devarim (Palavras), se chama Palavras para nos lembrar que vivemos a Suas Palavras e elas estarão gravadas nos nossos corações.

Viu como é importante obedecer, um simples mandamento de colocar franjas nos cantos das nossas roupas, nos envolve com a lembrança da Palavra de D’us, nos ajuda a fugir do pecado e a lembrança para que os vivamos e os cumpramos os mandamentos do Eterno Nosso D'us.
E o número 8 das franjas nos lembram da misericórdia de D'us, nos lembram que podemos nos arrepender, pois em arrependimento o recomeço é sempre possível.
Baruch HaShem!!!
Shalom u’vrachot!!!


César
cesar.baruch@oi.com.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

Elohim yireh!

(Bereshit 22:8) – “E disse Avraham: Elohim(D’us) proverá para Si o cordeiro para oferta de elevação, meu filho; e andaram ambos juntos.”.

As pessoas vêem muitas coisas nessa passagem, mas segundo a minha humilde opinião o mais importante é a disposição de Avraham Avinu (Abraão nosso Pai) e a atitude que o Eterno toma naquela ocasião.

O local onde esse fato aconteceu é conhecido como HaMacon, O Lugar, é o mesmo onde alguns séculos depois Shlomo HaMelech (Rei Salomão), filho de David HaMelech, edifica ao Eterno o Primeiro Templo. Um centro para a adoração ao D’us de Ysrael.
E é a mesma região onde novamente alguns séculos depois outro filho de David HaMelech, Yeshua HaNotsri ben Yehudah ben Avraham(Yeshua (Jesus) de Nazaret filho de Judá filho de Avraham), fez kaparah(expiação) pelos nossos pecados. Pelos pecados de todos aqueles que crêem em seu Nome.
O qual foi dado para a salvação tanto do judeu como do gentio.

Porque Avraham foi capaz de dar seu único filho, o filho da promessa de D’us. O filho da sua velhice. O filho que veio a vida quando o seu corpo e o de Sarah sua esposa já estavam adormecidos quanto à geração de filhos.
Foi esse o tesouro que Avraham Avinu levou ao Har Moriah, para fazer dele uma Olam ao Eterno.

E porque ele Avraham, não foi capaz de negar ao Eterno seu filho, seu único filho, o filho segundo a promessa. A-do-nay também não nos negou seu único filho. O Filho no qual Ele se deliciava. Não nos negou Yeshua, para que Ele fizesse kaparah pelos nossos pecados.

E o maravilhoso é que Yeshua é Ben Elohim (Filho de D’us) e ben Avraham (Filho de Abraão). É por isso que em Avraham são benditas todas as famílias da Terra. Porque ele amou ao Eterno conforme ensina a Torah. Ela ensina: “Amarás ao Eterno teu D’us de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todo o teu poder.”Bereshit 6.5. Antes que o Eterno ordenasse estas palavras a Moshe Rabeinu, Avraham já as vivia, porque mais que um código de conduta creio eu a verdadeira Torah já se encontrava impressa no coração de Avraham Avinu.

E é linda a resposta de Avraham para Ytzchaaq: “D’us proverá para Si o cordeiro para a oferta de elevação.”. Sim esta profecia se cumpriu naquele dia, quando o Eterno envia um carneiro para ser sacrificado no lugar de Ytzchaaq. Séculos depois o Eterno novamente proveu para Si o cordeiro para a oferta pelo nosso pecado, quando Yeshua Adonenu foi erguido na estaca de execução para expiar os meus e os seus pecados.

Como precisamos aprender com os nossos Heróis da Confiança em D’us. Eterno nosso D’us aumenta a nossa confiança em Ti, e faz-nos andar por caminhos retos, caminhos que glorificam o seu Santo Nome. E encha-nos do Amor de Yeshua Seu Filho e Senhor nosso.

Shalom uvrachot!(A Paz de D’us e bênçãos!)

César
cesar.baruch@oi.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Curso de Inverno

Shalom aleichem!!!

Meus caros amigos e leitores gostaria de lhes informar, sobre o III Curso de Inverno - Rumo à Igreja do 1º Século - do Ministério Ensinando de Sião - BH-MG e do CATES - Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião.
O curso será realizado no período de 16 a 18 Julho 2010 de sexta-feira à Domingo, na Congregação Har Tzion - Av Antonio Abrahão Caram, 980, Pampulha em frente ao Mineirão.
Este cursos de inverno teêm sido uma benção, gostaria de velos lá.
Entrem no site do Ensinando de Sião - www.ensinandodesião.org.br e façam suas inscrições. No site vc terá mais informações.

Que as benções do Eterno vos alcançem a todos!!!

Shalom u'vrachot!!

César
cesar.baruch@oi.com.br

domingo, 20 de junho de 2010

Bracha Teshuva – Oração do Arrependimento

Hashivenu avinu letoratecha, vecarvenu malkenu laavodatecha,
Vehachazirenu biteshuva shelema lefanecha.
Baruch ata A-do-nay, harotse biteshuva.

(Reconduzi-nos à Tua Instrução, ó nosso Pai, retoma-nos ao Teu serviço, ó Rei, e faça que regressemos com sincero arrependimento para Ti.
Bendito sejas Tu, Eterno, que Te comprazes com o arrependimento.)




Bracha Refua – Oração da Cura

Rafaenu A-do-nay venerafe, hasienu venivashea, ki tehbilatenu ata, vehaale arucha urefua shelema lechol macotenu. Ki El melech rofe neeman verachaman ata.
Baruch ata A-do-nay, rofe chole amo Ysrael.

(Cura-nos, Eterno, e seremos curados; socorre-nos e seremos socorridos, pois que Tu é objeto de nossos louvores. Restaura a nossa saúde e concede-nos uma perfeita cura a todas as nossas feridas, pois Tu é D’us, Rei, Medido fiel e misericordioso.
Bendito sejas Tu, Eterno, que curas os doentes do Teu povo Ysrael.)


Queridos, como o Rav Shaul Tarshish(Apostolo Paulo de Tarso) ensinava, que devemos guardar todas as boas tradições, quer orais, quer escritas.
Eis ai duas boas tradições. Quem de nós não precisa de cura e de arrependimento?
Não se esqueça pelo Sangue do Senhor Yeshua HaMashiach, você foi inxertado no povo de Ysrael.
Por isso você também pode orar estas orações milinares, junto com Ysrael.

Shalom, shalom,

César
cesar.baruch@oi.com.br

sábado, 22 de maio de 2010

As Escrituras

(Matt’tyahu 22:29) – “Yeshua, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de D’us.”

Nós pensamos que conhecemos a Palavra de D’us. Mas muitas vezes, nos vemos tropeçando em coisas pequenas.
Pois são nestas coisas pequenas, é que erramos, é nelas que tropeçamos.
Erramos porque as pedras grandes, essas nós tiramos do caminho. Porque é notório que nelas nos vamos tropeçar. Elas atrapalham nossa caminhada com D’us.

Por exemplo no texto acima: “Errais, não conhecendo as Escrituras”. De quais Escrituras Yeshua esta falando? Do dito Novo Testamento, das cartas do Rav Shaul (Ap Paulo)?
Não, ele esta falando do Tanach – de Gênesis até Malaquias – ou em hebraico de Bereshit até Malachi. E é nele que nos encontramos os textos que apontam para Yeshua como o Mashiach de Ysrael.

Mas as pessoas não querem saber do dito Antigo Testamento. Ele é ultrapassado, por isso tem o nome de Antigo. Mas é ai que nos erramos por não conhecer as Escrituras e nem o poder de D’us. Pois é nele no Tanach que o Eterno mostra pela primeira vez as Boas Novas. É nele que entendemos o Plano de Salvação do ser humano, que na Brit Hadashah acontece.
É no Tanach, precisamente na Torah, é que está escrito o maior dos mandamentos Dt 6:4-5 – “Houve Israel, o Eterno é nosso D’us, o Eterno é um. Amarás, pois, o Eterno teu D’us de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todo o teu poder”. E em Lv 19:18 o 2º maior mandamento “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos de teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Eterno.”.

Quando Yeshua diz que com os olhos se pode adulterar, ele tirou isso da Torah , Nm 15:37-39 – “E falou o Eterno a Moshe, dizendo:
Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão de azul.
E as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Eterno, e os cumprais; e não seguireis o vosso coração, nem após os vossos olhos, pelos quais andais errando.”.

É na Torah que encontramos a filiação de Israel. Em Ex 4:22, na Torah também encontramos sobre a adoção no Reino de D’us, Gn 48:16, quando Yaakov (Israel) adota os filhos de Yossef (José). Sendo Israel a figura de D’us e Yossef a figura de Yeshua que trás as nações para o seio da família de D’us. Que em Rm 11:17 o Rav Shaul Tarshish (Ap Paulo), chama de enxerto dos não judeus.

É em Jr 31:3 que aprendermos que o Eterno nos ama com amor eterno. “Há muito que o Eterno nos apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; com benignidade te atraí.” E em Os 11:4, nos mostra os laços de amor do Eterno para conosco. (Oséias 11:4) – “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento.” É aqui que aprendemos que o Todo-Poderoso iria tirar o jugo de sobre nós.

E as pessoas desprezam a Palavra de D’us, que é boa de Gênesis a Apocalipse. Como diz 2Tm 3.16-17 – “Toda a Escritura é inspirada por D’us e útil para o ensino, para a repreensão, para a educação na justiça, a fim de que o homem de D’us seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Só produzirão boas obras os que forem perfeitamente habilitados para toda boa obra.

Que o Eterno coloque em nossos corações um desejo, uma fome insaciável pela sua palavra, toda ela.

Shalom, shalom,

César
cesar.baruch@oi.com.br

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Longe de mim as Águias

Existe no meio evangélico uma admiração sobre as águias. Mas o que o nosso povo não vê é o que esse animal, que é impuro cerimonialmente, ave de rapina, animal que não constitui família, animal solitário, que voa silenciosamente procurando alguém a que possa tragar. Tem se tornado símbolo, não das coisas de D’us, mas da destruição do povo de D’us através dos tempos.

O maior império que já existiu na Terra, na antiguidade, usava como símbolo a Águia. A saber o império Romano.
Essa Águia, dominou o mundo, espalhou o terror entre os povos dominados, e sobre os povos que não dominava.
Foi sob o comando dessa Águia, que o Templo em Jerusalém, foi destruído, foi sob seu comando que os judeus foram expulsos da sua terra, da Terra de Ysrael. Foi sob esse mesmo domínio que milhares de cristãos foram mortos, crucificados, decapitados e serviram de almoço para as feras famintas do Coliseo Romano.

Somente com essas informações já daria para abominar o tal símbolo da Águia.
Mas o ser humano tem memória curta.
Depois de séculos de domínio da Águia Romana, o dito império caiu. Foi desmantelado e deixou de existir.
Também não podemos deixar de lembrar que quando o cristianismo foi declarado a religião oficial no Império Romano, inúmeros costumes pagãos passaram a fazer parte do então cristianismo Romano. A mãe de Yeshua foi considerada co-intercessora, a igreja se declarou substituta do povo de Ysrael, se declarando o Novo Israel de Deus. Foi permitido o culto á imagens, foi criado o dia do Natal, e outras tantas coisas que distanciaram o cristianismo Romano da Bíblia. O surgimento do sentimento anti-semita, declarando que os judeus são raça maldita que mataram Yeshua. Fato esse que mais tarde gerou a perseguição aos judeus através da dita Santa Inquisição, que novamente matou e torturou milhares de judeus e cristãos ditos hereges. Tudo isso herança do domínio da Águia Romana.

Séculos mais tarde na década de 30 do século 20, surge na Alemanha o partido Nacional Socialista o partido Nazista. Partido esse que mais tarde devido à sua popularidade, levou seu líder Adolf Hitler ao governo da Alemanha.
Não por mera coincidência o símbolo do governo nazista era a Águia.
Novamente o símbolo da Águia levou o mundo a uma guerra mundial que matou mais de 50 milhões de pessoas, entre civis e militares, matou 6 milhões de judeus da Europa, sem mencionarmos os milhares e milhões de ciganos e homossexuais, que também foram mortos nos campos de concentração Nazistas.

Me lembrando desses fatos, muito me entristece ao ver os cristãos evangélicos, admirando a águia, querendo se tornar como águias. Querendo voar nas alturas como as águias. Talvez estejam querendo aprender a rapinar como as águias. Não me estranharia em nada que o anti-cristo aparecesse usando a águia como seu símbolo. Talvez seja isso que essas pessoas procuram. O Sl 40:4 diz: “Bem-aventurado o homem que põe no Eterno a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.” Ou mesmo Mt 5:3 – “Bem-aventurados os simples de espírito, porque deles é o Reino do Céus.” Ou ainda Mt 5:8 – “Bem-aventuras os limpos de coração, porque eles verão à D’us.”
Que possamos nos apegar cada dia mais à verdade, e em nossa confiança em D’us. Que sejamos simples de espírito, ou seja, vazios de toda soberba, para que D’us possa nos encher com seu Espírito. E que haja em nós um coração limpo e puro, para que possamos ver ao D’us de Ysrael.


Shalom aleichem!!!


César
César.baruch@oi.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

No princípio

“Bereshit barah Elohim et hashamaim v’et haaretz.”
“No princípio criou D’us os céus e a terra.”

É maravilhoso, quando estudamos a Torah com atenção aos detalhes que ela trás no corpo do texto em hebraico, como até ali podemos descobrir a presença do Amado de D’us.

É por isso que nós judeus-messiânicos, acreditamos que Yeshua (Jesus) é a própria Torah, feita em carne, para nos revelar o maravilhoso caráter de D’us, nosso Pai Celestial e Criador.

Durante muito tempo esta Instrução de D’us (o primeiro significado de Torah é instrução, ensinamento, mandamento e não somente Lei como está traduzido nas Bíblias hoje em dia) foi lida e ensinada na Igreja.

Mas com o passar do tempo, e aumento do anti-semitismo, este costume foi deixado de lado. E quem perdeu com isso foi a própria Igreja e os filhos de D’us que a compunham.

Mas queria chamar a sua atenção para uma palavra pequena, sem significado para tradução, mas que aponta para alguém a quem amamos profundamente.
A partícula et na frase em hebraico, como disse ela não tem tradução, mas tem a função de apontar para o objeto da frase, Bereshit barah Elohim, No principio criou D’us, o que, et hashamaim, aos céus, v’et haaretz, e a terra.
Et , é formado pela primeira letra do alfabeto hebraico – Alef e pela letra Tav. Elas são respectivamente a 1ª e a última letras do alfabeto hebraico.
O que nos leva a entender que antes de D'us criar o universo, houve entre ele e a sua criação, um intermediário. Quem é ele? Yeshua que é o Alef e o Tav, o alfa e o omega, o princípio e o fim, já esta lá nos primórdios da criação. Trabalhando junto a seu Pai, Nosso D’us. E trazendo a existência pela palavra do seu poder tudo o que foi criado (HB 1.3).

É maravilhoso como o Bem Elohim (Filho de D’us), manifesta a sua presença, do princípio ao fim das escrituras.
Baruch atah Adonay Eloheinu asher noten Yeshua!!
Bendito seja o Eterno nosso D’us que nos deu Yeshua(Jesus)!

Shalom aleichem,


César.
cesar.baruch@oi.com.br

E-mail

Caros leitores,

Se vcs tiverem alguma dúvida, pergunta, ou quiserem algum esclarecimento sobre os textos postados, ou alguma pergunta sobre o movimento Judaico-Messiânico, deixo aqui meu e-mail: cesar.baruch@oi.com.br.

Terei o maior prazer em responder suas perguntas ou sanar suas duvidas.

Também me coloco à disposição para reclamações e se for o caso elogio.

No amor de Yeshua HaMashiach,


César.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Yeshua é D'us ou Filho de D'us?

(Pv 8:22-35) – “O ETERNO me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
Desde a eternidade fui ungido, desde o princípio, antes do começo da terra.
Quando ainda não havia abismos, fui gerado, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerado.
Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do ETERNO.”.


Quem é esse a quem HaShem possuía no principio de seus caminhos, desde de antes de suas obra?
Quem é esse que foi ungido, desde o princípio, antes do começo da terra?
Quem é esse que quando ainda não havia abismos, foi gerado? Veja bem ‘gerado’ não criado!
Esse é Yeshua HaMashiach, o arquiteto do universo!
É maravilhoso como aqui Ele é comparado com a Sabedoria, por isso se você ler o mesmo texto na sua Bíblia, alguns predicados de Yeshua estão no feminino, isso porque também em grego sophia (sabedoria) é um substantivo feminino.
Já no hebraico é um substantivo masculino Hochmah(sabedoria) é um substantivo masculino.

Por isso é Yochanan o Emissário (Apóstolo) O chama de HaDavar (A Palavra), o Verbo (logos em grego). Porque o universo foi criado pela sabedoria, a palavra. Sem palavra não há dialogo, sem dialogo na há criação. Pois HaShem (D’us) fala, e seu arquiteto, que é a Sabedoria, a Palavra, cria Barah (criar do nada, do inexistente), ordena, fala e os céus e a terra vêem à existir. E o Arquiteto de D’us era as suas delicias a cada dia. Por isso o Eterno diz depois que Yeshua é purificado (batizado) por Yochanan o Imersor, “Este é meu filho amado em quem tenho alegria!”Mt 3.17, Mc 1.11, Lc 3.22.
Yeshua é o bom Filho, o Filho que faz tudo o viu seu Pai fazer.

Yeshua é as delicias de HaShem e também as delicias dos filhos dos homens, ou melhor traduzindo a expressão hebraica ‘ben Adam’, que quer dizer ser humano, homem espécie. Yeshua é a delicia da humanidade, no mundo criado por Ele. Por isso bem-aventurados são os que guardarem os seus caminhos.
Sábios são os que não O rejeitam. Bem-aventurado é o ser humano que não rejeita Yeshua. Bem-aventurado é o homem que lhe dá ouvidos, velando às portas do Hochmah, aguardando às ombreiras Dele.
Porque aquele que o encontra achará a vida e receberam o favor de HaShem.
Vida (Chaim) em hebraico, é habilidade para exercer todo o poder vital para a plenitude. A vida é uma gama de possibilidades. Por isso, que Yeshua diz que Ele veio para nos dar Vida, e Vida em abundância Jo10:10.E o favor do Eterno é a imortalidade, justamente aquilo que Ruach HaKodesh (Espírito Santo), não pode gerar em nós.Por isso, os dons do Espírito são 9, o número 9 indica que ainda falta algo, indica uma espera, uma expectativa. Que é sanada pelo Eterno com o dom da imortalidade.

Que possamos encontrar a Sabedoria de D’us para as nossas vidas, e possamos desfrutar das delicias da criação de D’us, em Yeshua HaMashiach, Seu Filho Amado.

Shalom uvrachot!

César

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Lendo o Salmo 91.

Todos conhecem bem o Salmo 91, mas gostaria que fizéssemos a leitura de uma maneira diferente. Gostaria que lêssemos colocando o Salmo na 1ª pessoa, como se estivéssemos lendo para nós mesmos.
Sl 91.1 - Eu que habito no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansarei.
Como vimos anteriormente se levamos a área espiritual da nossa vida com sinceridade e apego à D’us, nós vivemos dentro do seu Santuário e nos tornamos nós mesmos santuários vivos para D’us. Por isso podemos dizer que habitamos no esconderijo do Altíssimo, e descansamos à sombra do Onipotente. Como diz o Sl 121 .7 – “HaShem yshimorcha mikol rah; Yshimor et nafishecha. O Eterno te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.”

Sl 91:2 – “Direi de HaShem: Ele é o meu D’us, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”. E porque Ele me guarda e me esconde do mal e me concede descanso para minha alma, eu o nomeio como meu D’us, o meu refúgio, a minha fortaleza, e em quem eu ponho a minha confiança. O Eterno não espera que tenhamos fé Nele, mas sim confiança. A nossa fé (ou seja, confirmar o que está escrito) deve ser depositada na Sua Palavra. Hebreus 11:1 – “ORA, a confiança é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.”(Retirado de Novo Testamento Judaico – David Stern). Essa confusão entre fé e confiança é muito comum na Brit Hadashah. Na Tanach que é traduzida direto do hebraico já ocorre essa confusão.

Sl 91:3 – “Porque ele me livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.”.
O Eterno tem compromisso contigo, você é ovelha de seu pasto e nada pode te faltar como disse David HaMelech (David o Rei), Sl 23.1 – “HaShem é meu pastor (roi), nada me faltará.”. Te livrará do teu perseguidor, que procura te tragar, I Pedro 5:8 – “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;”; e te livrará de toda peste, para que não venha te matar.

Sl 91:4 – “Ele me cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarei seguro; a sua fidelidade será o meu escudo e broquel.”.
Sl 91:5 – “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,”.
Sl 91:6 – “Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.”.
Sl 91:7 – “Mil cairão ao meu lado, e dez mil à minha direita, mas não chegará a mim.”.
Ele sempre estará contigo, um D’us presente, atuante, nunca distante e nunca ausente. Aconteça o que acontecer HaShem sempre estará contigo para te livrar.

Sl 91:8 – “Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.”.
E Ele te fará ver com teus olhos, a recompensa daqueles que não se dobram à vontade Dele, e se deixam levar pelos caminhos do mal. Para que todos possam ver a diferença entre o que serve ao D’us vivo e os que não O servem.

Sl 91:9 – “Porque tu, ó HaShem, és o meu refúgio. No Altíssimo fiz a minha habitação.
Sl 91:10 – Nenhum mal me sucederá, nem praga alguma chegará à minha tenda.
Sl 91:11 - Porque aos seus anjos dará ordem a meu respeito, para me guardarem em todos os meus caminhos.
Sl 91:12 - Eles me sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o meu pé em pedra.
Sl 91:13 - Pisarei o leão e a cobra; calcarei aos pés o filho do leão e a serpente.”

O Eterno te será por refugio e por habitação, e o mal não terá acesso à ti e nem mesmo aos teus, porque nenhum mal chegará na sua tenda. É interessante lembrar também que a menção da tenda nos lembra que somos peregrinos nesta terra, que não podemos fincar alicerces, porque somos passageiros. No máximo fincamos estacas. A noção de propriedade é uma ilusão, que muitas vezes nos leva a lutar por algo como se fossemos eternos. Não que devamos ser indolentes, temos que trabalhar, pois é um mandamento de D’us – “Gn 2:15 - E tomou Adonay Elohim o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.”.
Mas não devemos: Mt 6:19-20 – “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.”. Por isso o mal não pode chegar às nossas tendas, eles de precioso não tem nada, pois nossos tesouros estão no céu.
E estaremos sobre o mal, sobre ele e ele não poderá nos fazer mal algum.

E agora o Eterno fala para nós: Sl 91:14-16 – “Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei (Yeshuati) a minha salvação.”.
Assim o Eterno fará contigo te livrará, te porá em um alto retiro, porque você conheceu seu Nome. Quando você O invocar, Ele te responderá, e se fará presente na hora da sua angustia, e o tirará dessa angustia e te glorificará. Te acrescentará dias e o mais importante não te deixará sem ver Yeshua, a Salvação que vem de D’us. É isso que significa Yeshua (D’us Salva), Jo 6:37 - “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”.

Se você verdadeiramente ama ao Eterno, Ele te enviará à Yeshua. E Yeshua de maneira nenhuma te lançará fora, pois Ele é a Salvação de D’us.


Que possamos andar debaixo das asas do Todo-Poderoso e viver conforme a sua vontade, pois foi por ela que fomos criados. Yaakov (Tiago) 1:18 – “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.”. Pela sua vontade e pela sua Palavra da Verdade.

Que o Amor do Mashiach Yeshua inunde os vossos corações,

Num sincero Shalom,

César.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O valor do arrependimento

Bereshit (Gn) 4.3-5 – “E foi no fim de dias e trouxe Caim, do fruto da terra, uma oferta ao Eterno. E Hebel (Abel) trouxe, também ele, dos primogênitos das suas ovelhas e das gorduras destas. E voltou-se o Eterno para Hebel e para sua oferta. E Caim e para sua oferta, não se voltou. E irou-se Caim, muito, e descaiu-lhe o semblante.”

Muitas vezes esta passagem faz o leitor desavisado pensar que o Eterno é um D’us saguinário, ou que tem preferência por gordura de ovelhas.
Mas podemos aprender um preceito de D’us, que vai nos levar a encarar a oferta (Korban) ou o dizímo (Maser) de uma nova maneira. E esta é só uma das coisas que esta passagem pode nos ensinar. E também vamos entender que o Verdadeiro Evangelho é mais antigo que a Brit HaDashah (Confirmação da Aliança ou Novo Testamento – para os judeus a Bíblia não esta dividida em Novo e Antigo Testamentos – O Antigo Testamento é conhecido como Tanach e o Novo como Brit HaDashah).

Vamos primeiro analisar com cuidado o texto (o trecho acima em negrito foi retirado direto da tradução do hebraico para o português – Torah a Lei de Mosés – Ed Sefer).
Caim trouxe para sua oferta o fruto da terra, ao passo que Hebel, trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, o trecho e das gorduras das mesmas, significa que Hebel separou para sua oferta os primogênitos mais gordos do seu rebanho.
Caim apenas separou para sua oferta do fruto da terra.
E eu pergunto a nós como filhos de D’us, cidadãos do Reino dos Céus. Temos ofertado ao Eterno o melhor do melhor que temos, ou apenas temos separado para D’us uma oferta daquilo que Ele nós dá?

Constantemente eu digo às pessoas do meu convívio, se não restaurarmos os alicerces da nossa confiança em D’us, se a nossa justiça não execeder aos que vivem o sistema do mundo, do que valeu o Sangue do Mashiach Yeshua em nossas vidas (Mt 5.20). Não precisamos apenas reformar, devemos restaurar. Restaurar quer dizer que vamos usar o mesmo material original, os mesmos conceitos originais, sem adaptações, sem concessões.

Se não buscar à D’us com gratidão e sinceridade, de nada valerá as nossas ofertas e os dízimos. Da mesma forma que o Eterno diz Halel (Sl) 50:8 – “Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim.
- Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais.
- Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas.
- Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo.
- Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude.
- Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?
- Oferece a D’us sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos.”.

Viu que o Eterno não precisa das suas ofertas e nem de seus dízimos. Eles não são para agradar a D’us, são princípios que D’us instituiu para que nós fossemos abençoados. Para que houvesse em nosso coração mais dar e menos pedir, mais nós e menos eu.

Então aprendemos que o Eterno não é um D’us que ama sangue e gordura de animais. Ishayahu (Is) 1.11 – “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Eterno? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.”.

Vimos que D’us não se agradou a oferta de Caim, porque Caim não deu o melhor que ele tinha, apenas separou uma oferta. Hebel separou para D’us o melhor do melhor do que ele tinha. Por isso D’us se agradou dele e da sua oferta.
Por isso como diz a história o semblante de Caim descaiu. E não atentou para aquilo que o Eterno lhe disse, sobre o pecado que estava se formando em seu coração. E mata seu irmão.

Mas o mais importante que vamos aprender desse fato é que após receber de D’us a pena pelo seu pecado, Caim teve medo de ser ele também morto, porque Echezquiel(Ez) 18:20 – “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”
Então o Eterno lhe pos uma marca, para que não fosse morto.
Que marca foi essa, a de assassino?
Não, na verdade ele recebeu a marca do perdão, porque se arrependeu do pecado que cometera, e recebeu de D’us o seu perdão. E uma marca testificava que ele foi perdoado por D’us.
Alguns rabinos ensinam que quando Adam viu os benefícios do arrependimento de seu filho, também se arrependeu de ter pecado no Gan Éden (Jardim do Éden).

È por isso que se Caim for morto, ele será vingado sete vezes, ou por sete gerações, porque alcançou de D’us perdão pelo seu pecado.

O arrependimento é tão importante nas nossas vidas, que pode ser a diferença entre a libertação ou a escravidão. Os israelitas sacrificaram o cordeiro de Pessach (Passagem) em Miztraim(Egito), e pintaram os umbrais das portas de suas casas, para que não fossem atingidos pelo Anjo da Morte. Mas conforme sinais deixados no texto de Shemot (Ex), apenas um quito, ou vinte por cento do povo saiu do Egito. Só deixaram a escravidão, aqueles que se arrependeram da sua vida de escravidão e decidiram seguir ao D’us de Ysrael.

Yochanan HaMatbil (João o Imersor) começou sua missão dizendo, Mt 3.2 – “E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”.
O próprio Yeshua também dizia, Mt 4:17 – “Desde então começou Yeshua a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”.

É maravilhosa a palavra de D’us, que não oculta as falhas de caráter dos homens, nem nossa natureza que pende para o mal. Ele nos mostra, no ensina e nos conduz para o caminho correto. Que possamos dia e noite nos debruçar sobre esta palavra e aprender o bom caminho do Eterno D’us de Ysrael.
Hallel Sl 119:103 - 105 – “Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.
Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”.

Que Ruach Elohim (Espírito de D’us) possa ilumina os seus e os meus caminhos sempre.
Um sincero Shalom, no Amor do Mashiach Yeshua,


César.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Tabernáculo (Mishikan) e a minha vida com D’us

Adon Yeshua HaMashiach nos disse em Yochanan (Jo) 14.6: “Disse Yeshua: Eu sou o Caminho, a verdade e a vida; ninguém vem o Pai, senão por mim.”
E para a maioria das pessoas o significado judaico por trás dessas palavras, ainda é desconhecido. Isso em parte porque as pessoas desconhecem a estrutura do Templo.
O Eterno ordena a construção do santuário em Shemot (Ex) 25.8 – “E me farão um santuário e morarei entre eles.”. As pessoas não conhecem são as portas do Tabernáculo ou Santuário de D’us. Ele é em forma de retângulo e possui 3 portas, que passaram as ser conhecidas em Ysrael por Caminho (Derech), Verdade (Emet) e Vida (Chain).

Quando Yeshua sita os nomes das 3 portas e diz que Ele é as portas e que ninguém vem ao Pai senão por meio Dele. Ele se declarou ser o instrumento e meio da adoração ao D’us de Ysrael.
Mas como nós somos ramos da verdadeira Videira (Yochanan-Jo 15.1) como Ele próprio diz, a estrutura do santuário tem a ver também com a nossa vida diante de D’us. Temos que crescer e frutificar em Yeshua (Yochanan –Jo-15.4 e 5), por isso devemos aprender a estar no Santuário do D’us de Ysrael.

Muitos querem viver na Graça (Chessed), mas a Graça não é meio de vida nem estilo de vida e santidade diante de D’us. Ela é o antídoto que liberta das forças desse mundo que jaz no maligno, e Yeshua diz também em Yochanan-Jo-15.10 – “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.”. Então se quisermos permanecer Nele devemos guardar os mandamentos que Ele Yeshua guarda também e permanece no amor de Seu Pai nosso D’us e Senhor, ou seja a Santa Torah de D’us, que foi entregue por D’us no Monte Sinai, por intermédio de Moshe (Moisés). Baseados nisso vamos então aprender a viver no santuário de D’us para sermos um verdadeiro Santuário vivo para o nosso D’us.

Quando estamos diante da 1ª porta “o Caminho”, é diante desta porta que somos necessitados da Graça de D’us, que nos foi concedida à nós através do sacrifício vicário de Yeshua HaMashiach. Ela é a porta pela qual entramos e deixamos esse mundo caótico, ela é a entrada do Reino de D’us.
Mas logo que entramos somos confrontados pelo Mizbeach (Altar de Sacrifício) onde nós também somos convidados a morrer para as coisas deste mundo e nascer para D’us, através do Sangue de Yeshua. Mal chegamos e temos que morrer para o mundo e nascer para o Reino de D’us.

Logo depois do altar (mizbeach – literalmente em hebraico – local de morte), nos encontramos com o lavatório, onde os sacerdotes se purificavam, e nele nós também nos purificamos para servimos a D’us em santidade, não na nossa santidade, mas na santidade do D’us de Ysrael.
Mas a nossa caminhada não pode parar por ai, saímos do mundo nos arrependemos dos nossos pecados, morremos para o mundo e seu sistema maligno e nos purificamos para servir a D’us em santidade.
Mas D’us sempre tem mais para nós, bem dizia o Rav Shaul Tarshish ( Paulo de Tarso) em 1 Co 2.9 - “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.”. Nós devemos continuar crescendo e frutificando dentro do Santuário de nosso D’us. Porque no átrio onde estamos não temos ainda a cobertura da pele do Cordeiro que cobre o Santo Lugar e A Santidade das Santidades.
Devemos crescer mais e frutificar mais, porque temos outra porta do Santuário para atravessar. Não atravessaremos essa porta por nossas próprias forças, mas no Poder Daquele que nos salvou, que nos trouxe das trevas para sua maravilhosa Luz, 1Kefas (1Pe)2.9.

Temos que cruzar a porta da Verdade, para que se cumpra em nossa vidas as palavras de Yeshua, Yochanan (Jo) 8.32 – “E conhecereis e Verdade, e a Verdade vos libertará.”. Para que sejamos verdadeiros talmidim (discipulos) de Yeshua.

Quando passamos nos deparamos com o altar de ouro, onde é queimado o incenso para D’us, ou seja, onde aprendemos a orar guiados por Ruach HaKodesh (Espírito Santo de D’us), ou como é no hebraico, pelo Espírito do Santo. Começamos a viver em contato com D’us. Vemos também a Menorah acesa e somos iluminados pela luz do Espírito de D’us, por isso podemos ver a verdade, iluminados pela verdadeira Luz.
E também é onde somos alimentados pelos pães da presença de D’us. É no Santo Lugar que crescemos e frutificamos verdadeiramente, e onde todos os diplomas, títulos, coroas e honras humanas se esvaem diante do poder e da sabedoria do nosso D’us.
É nesse lugar que começamos e gerar pelo poder do Ruach HaKodesh os dons do Espírito, Gl 5.22- “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”.

E a última porta ou o véu que separa o Santo Lugar da Santidade das Santidades (Santo dos Santos) ela só poderemos atravessar em Yeshua. É Ele quem nos guia pela porta da Vida, pois Ele é o autor da vida.
Lá vamos encontrar a Arca da Presença de D’us. Nela vamos encontrar as Tábuas da Aliança, que ao contrário que muitas pessoas pensam, não contem cada uma 5 mandamentos, mas cada uma tem as 10 Palavras de D’us. Por isso são conhecidas por Tábuas da Aliança, brit em hebraico, pacto aliança. É um contrato em duas vias uma de D’us e a outra dos homens. Para nos lembrar que temos um compromisso com D’us e ele conosco. Shemot (Ex) 6.7-8 – “Eu vos tomarei por Meu povo, e serei para vós D’us, e sabereis que Eu sou o Eterno, vosso D’us, o que vos tirará das cargas do Egito. E vos levarei à terra pela qual levantei Minha mão para dá-la a Avraham, a Itzchaaq e Yaacov, e dá-la-ei a vós por herança, Eu, o Eterno.”
É em D’us que nós temos nossa herança.
Vamos encontrar o vaso com Manah, para nos lembrarmos, Devarim (Dt) 8.3 – “E te afligiu, te fez padecer fome e fez-te comer Manah, que não conhecias e não conheceram teus pais; para fazer-te saber que não só de pão vive o homem, senão que de tudo o que sai da boca do Eterno, disso vive o homem.”.

Também vamos encontrar a vara de Aaron que floresceu, para não esquecer que toda autoridade vem de D’us, e é por Ele constituída para o nosso bem e para oferecer ofertas de elevação a D’us em favor dos homens. É por isso que Yeshua HaMashiach é o Cohen HaGadol (Sumo Sacerdote), que nos leva a presença de D’us, é aquele que nos faz conhecer a D’us como Ele é. Porque só o Filho pode nos revelar o Pai Mt 11.27.

É por isso que temos que ter uma vida intima com D’us, para que possamos adora-Lo em seu Santuário e para também nos tornarmos um Santuário Vivo para o D’us da nossa salvação.
Para honrar Àquele que nos tirou do mundo das trevas com sinais e mão forte.
A saída de Miztraim (Egito) e o Tabernáculo, são reais, mas também são sinais do poder de nosso D’us. E nos recordam que devemos estar sempre diante de D’us. Para que a nuvem nos cubra de dia e a Coluna de Fogo nos aqueça de noite, até que o Reino de D’us seja estabelecido nesta Terra novamente.

Esta é a nossa confiança e a nossa oração em nome de Yeshua HaMashiach. Amen, amen e amen!!

Que o Shalom do Eterno de Ysrael esteja com todos!!


César.